23 setembro, 2023

A Presença e a Influência de Demônios, Poderes e Principados em nossa Era de Apostasia



No livro “A Falácia Espírita", uma análise profunda da Teosofia Luciferiana, do espiritismo e da espiritualidade da nova era competindo com cristianismo em toda a civilização ocidental, o tradicionalista francês René Guenon explicou como as teorias de William James (1842-1910), o pai da psicologia americana, são exemplos de satanismo inconsciente.

Guenon apontou duas razões:

Em primeiro lugar, a teoria de William James da "experiência religiosa" como manifestação do subconsciente pelo qual o homem se comunica com o divino "por dentro" está a apenas um passo de "tolerar as práticas do espiritismo" (contato com espíritos) com a consequência adicional de conferir aos maus espíritos um "caráter eminentemente religioso".

Em segundo lugar, a noção de que o subconsciente coloca o homem em contato com a Substância Divina "por dentro" coloca Deus...


“... nos estados inferiores do ser, “no inferno”, no sentido literal desta expressão. Esta é então uma doutrina propriamente “infernal”, uma inversão da ordem universal, que é precisamente o que chamamos de “satanismo”. Mas como isso claramente não é intencional, e como aqueles que avançam ou aceitam tais teorias não levam em conta a sua enormidade, trata-se apenas de um satanismo inconsciente.” (Págs. 258-259).


Baseando-se em teorias satanicamente orientadas por William James, o renomado psiquiatra Carl Jung (1875-1961), um homem fortemente demonizado, ensinou que a psique (alma) consiste em dois sistemas principais: um inconsciente pessoal e uma camada mais profunda e significativa, que ele chamou de inconsciente coletivo; o inconsciente coletivo, que Jung identificou como arquétipos. Para Jung, os arquétipos eram inatos, inconscientes e universais.

O sistema de Jung incorpora a teoria materialista da evolução de Darwin, juntamente com as concepções espirituais da evolução, reencarnação, concepções gnósticas da Substância Divina, magia hermética egípcia antiga, e várias outras doutrinas ocultas e tecnologias psicoespirituais de todo o mundo.

Jung mergulhou profundamente no ocultismo. Praticava necromancia e mantinha contato diário com espíritos familiares que chamava de arquétipos por acreditar, que eram manifestações de poderes inatos ao seu inconsciente coletivo.

A maior parte da visão psicológica de Jung foi adquirida de seus espíritos familiares, particularmente Filemom e Basílides.

Filemom apareceu para Jung em um corpo humanoide com asas e a cabeça de um touro com chifres. No início, Jung pensou que seus familiares espirituais eram manifestações de sua própria psique, mas no final de sua vida ele percebeu com horror, que Filemom, Basílides e muitas outras entidades espirituais, que eram uma característica comum de sua vida, eram, na verdade, seres hostis altamente inteligentes e independentes da consciência humana.


Falando de Filemom, Jung disse:

"Filemom representava uma força que não era eu mesmo... Conversei com ele, e ele disse coisas que eu não tinha pensado conscientemente. Pois observei claramente, que era ele quem falava, não eu... Psicologicamente, Filemom representava uma visão superior. Ele era uma figura misteriosa para mim. Às vezes ele me parecia bastante real, como se fosse uma personalidade viva. Fui andando para cima e para baixo do jardim com ele, e para mim ele era o que os índios chamam de guru." (Memórias, Sonhos, Reflexões, Carl Jung, p. 183, PsicoHeresia: O Legado de C.G. Jung para a Igreja, Ministérios de Conscientização da Psicoheresia).


Jung usa o nome Abraxas para descrever o pleroma gnóstico impessoal (ou seja, Substância Divina Única, Espírito do Mundo, Brahman, Vazio) a partir do qual a mente e, em seguida, outros poderes mentais supostamente evoluíram. A palavra Abraxas é encontrada em textos gnósticos esotéricos, como o Livro Sagrado do Grande Espírito Invisível e nos Papiros Mágicos Gregos.


A Grande Obra

Em 1916, Jung recebeu revelações de seus espíritos familiares demoníacos durante a escrita automática (quando um espírito maligno usa uma mão humana para escrever) de um tratado gnóstico chamado "Os Sete Sermões aos Mortos". Este texto descreve Abraxas como um deus superior ao Deus vivo, pessoal, uno e combina todos os opostos em um "ser".

Na tradição oculta, a combinação de todos os opostos é a Grande Obra. A Grande Obra é reconhecida por tradições ocultas em todo o mundo, tanto antigas quanto modernas. O demonicamente revelado Sete Sermões aos Mortos é o texto que foi rotulado como um texto central em psicologia profunda.


Alquimia e Oroboros

Subjacente à psicologia transpessoal e profunda gnóstica derivada do demônio de Jung está a tecnologia milenar da alquimia e seu significado mágico: o antigo Princípio Hermético Egípcio da correlação da Substância Divina (Abraxas) com a mente do homem, " o que está acima é como o que está abaixo".

O princípio hermético é simbolizado pelo Oroboros. No pensamento teosófico luciferiano moderno, por exemplo, o Oroboros "acima" (Lúcifer/Abraxas) corresponde a muitos planos e subplanos astrais diferentes, que compreendem as habitações de todas as entidades sobrenaturais,


"... o local dos deuses e demônios, o vazio onde habitam as formas de pensamento, a região habitada por espíritos do ar e outros elementos, e os vários céus e infernos com suas hostes angelicais e demoníacas... Com a ajuda de procedimentos rituais, pessoas treinadas acreditam que podem 'subir nos planos' e experimentar essas regiões com plena consciência." (Além do Corpo: O Duplo Humano e os Planos Astrais, Benjamin Walker, 1974, Págs.. 117-118).


Gênesis 3:5 - Você Pode Ser Como os Deuses

Como um poderoso símbolo oculto, o Oroboros é o poder fervente, criativo e/ou impulso evolutivo ou energia da serpente (Satanás) figurativamente representada como uma serpente ou dragão comendo sua própria cauda.

O corpo da serpente é representado como a Substância Divina, Vazio ou Abismo. Assim, o corpo da serpente com suas supostas múltiplas dimensões e poder de serpente vivificante não apenas alimenta o espírito do mundo ou Abraxas (inconsciente coletivo com seus arquétipos), mas alcança a psique, ou como dizia William James, o "subconsciente" e como dizia Carl Jung, o "inconsciente pessoal", mexendo com a imaginação e conferindo poderes psíquicos e divindade, ou seja: você pode ser como Deus.

O apóstolo Paulo não fala das Substâncias Divinas e dos deuses e demônios, que supostamente habitam ali em seus respectivos céus e infernos, nem do inconsciente coletivo com seus arquétipos. Paulo fala dos anjos caídos, dos seres hostis, das hostes espirituais da maldade (Ef. 6:12) e de seu chefe, o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência (Ef. 2:2).

De acordo com Paulo, anjos caídos e demônios estão dispersos em uma grande multidão por toda a extensão do céu (primeiro céu) que é visível para nós.

Muitos estudiosos dizem que o primeiro céu é onde habita a hoste de anjos caídos e outros espíritos malignos lançados do terceiro céu, que seria onde encontra-se a morada sobrenatural de Deus, Cristo, os santos anjos e os santos). Isso significa que o Abraxas de Jung (inconsciente coletivo com seus arquétipos) seria a extensão do céu debaixo dos céus, que supostamente conecta a mente e o corpo da serpente à mente do homem.

Através dessa conexão, o espírito do homem supostamente ascende sobre os planos astrais, “caminho oculto da vida" ou “caminho mágico ocidental" (evolução espiritual),  através da prática ritual de tecnologias psicoespirituais, ou seja, meditação mindfulness, transe eletrônico, curso alfa, método Silva, canalização, transe iogue, êxtase musical, etc.) para alcançar status divino e ganhar poderes psíquicos.

Como se pode perceber, o apóstolo Paulo nos alertou, que não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. (Ef. 6:12).

Os psicólogos contemporâneos influenciados pelas teorias derivadas do demônio de Jung insistem que o que eles chamam de experiências paranormais (ou seja, comunicações do tabuleiro Ouija, vozes falando na mente, aparições aterrorizantes) são alucinações. Por acreditarem que a consciência do homem de alguma forma se origina dentro do cérebro (uma concepção materialista que rejeita a alma, os anjos, os demônios), as alucinações devem ser causadas pelos poderes da imaginação humana ou representações de interação entre os hemisférios esquerdo e direito do cérebro e/ou pela liberação terapêutica de repressões inconscientes, ainda que seja verdade que essas alucinações possam ter origem na mente humana.


Psicologia, Parapsicologia e Engenharia das Massas

Em "Instituto Tavistock: Engenharia Social das Massas", o jornalista investigativo Daniel Estulin escreve, que as dimensões religiosas e místicas da história de Tavistock são centrais para o estudo dos interesses do governo dos EUA no pós-guerra sobre como a psicologia e a parapsicologia poderiam beneficiar as agências de inteligência:


"Foi Tavistock e a cabala de cientistas os primeiros a trazer os usos potenciais de habilidades paranormais em aplicações militares, assim como os primeiros no desenvolvimento de substâncias químicas, que estimulariam habilidades psíquicas. Essa cabala incluía homens como o Dr. Sidney Gottlieb, chefe da equipe de serviços técnicos da CIA, com conexões sombrias tanto com a Operação Paperclip por um lado, como com o assassinato de Kennedy,  por outro.".

Como explica Peter Levenda em Forças Sinistras, “...rodopiando em torno dos pés e das mãos do assassinato de Kennedy havia uma névoa pegajosa de sectários, bispos errantes, inteligência americana e cientistas nazistas. Todos estavam a um ou dois apertos de mão do suposto assassino de JFK, Lee Harvey Oswald. Eles estavam todos conversando com espíritos, praticando magia ritual, de mãos dadas ao redor da mesa de sessões espíritas ou sacrificando galinhas nos apartamentos de Nova Orleans. E, em alguns casos, eram também membros da elite dominante da América, as famílias mais ricas e mais bem relacionadas do país.”.

"A CIA e os cultos satânicos; a mitologia do final do século XX é surpreendentemente coerente, embora as máscaras mudem de caso para caso, de vítima para suposta vítima. A CIA, claro, existe; seus programas de controle mental, do Blue Bird ao Artichoke e ao MK-ULTRA, são de registro público. A sua história de assassinatos políticos e de derrubada de vários governos estrangeiros também é uma questão de registo. Os cultos satânicos, ou talvez devêssemos qualificar isso e dizer “sociedades secretas ocultas”, também existem e são uma questão de registo público; suas tentativas de contatar espíritos superiores através de rituais arcanos também são bem documentadas e conhecidas.”. 


Psiquiatras e Psicólogos Afirmando a Existência de Espíritos Malignos

Hoje, há um número crescente de psicólogos e psiquiatras que agora rejeitam explicações materialistas. Eles afirmam francamente suas crenças na existência de espíritos malignos e sua capacidade de oprimir e possuir seres humanos.

Apesar do ceticismo esmagador entre os seus colegas, há um número crescente de psicólogos e psiquiatras - antigos céticos quanto à existência de inteligências não físicas independentes - que agora afirmam francamente a sua crença na realidade dos espíritos malignos. Em seu clássico Canalização, Jon Klimo refere-se ao psiquiatra Ralph B. Allison, que diz:

"Passei a acreditar na possibilidade de possessão espiritual... por espíritos demoníacos de reinos satânicos, e essa é uma área, que não me importo de discutir ou fazer parte - é uma possibilidade teórica.” (América, o novo aprendiz de feiticeiro: a ascensão do xamanismo da nova era, pág 161).

Em seus livros best-sellers "The Road Less Traveled" e "People of the Lie", Morgan Scott Peck narra sua odisseia desde a vaga identificação do misticismo budista e islâmico até um assentimento intelectual de "Deus" e "Satanás". Peck se refere a dois casos específicos de exorcismo que o convenceram da realidade da possessão demoníaca.


Declarando que "conheceu pessoalmente Satanás cara a cara", Peck explicou:

“Quando o demoníaco finalmente falou claramente em um caso, apareceu no rosto do paciente uma expressão que só poderia ser descrita como satânica. Foi um sorriso incrivelmente desdenhoso de total malevolência hostil. Passei muitas horas diante de um espelho tentando imitá-lo, sem o menor sucesso. Só vi essa expressão mais uma vez na vida - por alguns segundos fugazes no rosto do outro paciente, no final do período de avaliação. Contudo, quando o demoníaco finalmente se revelou no exorcismo deste outro paciente, foi com uma expressão ainda mais medonha. O paciente de repente parecia uma cobra se contorcendo de grande força, tentando cruelmente morder os membros da equipe.”. (People of the lie, pág. 197).


Mediante o exposto, a podridão demoníaca dentro das classes dominantes, das agências de inteligência, de certas megaigrejas, etc., está rapidamente se infiltrando em igrejas cristãs sem discernimento. O resultado de nossa era de apostasia é a rápida disseminação de ensinamentos demoníacos, ideologias anticristãs, relatos de origem evolutiva anticriação, tecnologias psicoespirituais satânicas, opressão e possessão. O fio condutor dessa escuridão espiritual, que se espalha, é a mente do mesmo anjo caído que tentou Adão e Eva no jardim do Éden com as palavras: "Sereis como Deuses" (Gn 3:5).



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