Uma Fome Crescente Pela Igreja Verdadeira
Você está desiludido com a mesma igreja
de sempre? Você está cansado de seguir em frente e talvez frustrado porque
não sente nada?
Você anseia por um
crescimento autêntico e verdadeiro ao lado de Jesus e por intimidade com Ele, mas sente
apenas frustração, porque parece que o verdadeiro crescimento e comunidade em
Cristo lhe escapam?
Se sim, você não está
sozinho. Nos últimos anos o Corpo de Cristo parece estar esgotado com a Igreja.
Parece que chegamos a um ponto de inflexão, pois em cada lugar e com quase
todas as famílias, há uma migração em massa para fora da Igreja para procurar a
“verdadeira Igreja”...
A Igreja Está Deixando a igreja Para Buscar Uma Igreja Autêntica
Em muitos casos, o povo de Deus está encontrando igrejas bíblicas autênticas em
pequenas igrejas, grupos domésticos e outras expressões não tradicionais, não
comercializáveis e nada glamorosas do Corpo de Cristo.
Por que isso importa?
É importante porque há uma
grande fome entre o povo de Deus por uma comunidade autêntica. A Igreja
(a ekklesia, o Corpo
governante de Cristo) nunca foi concebida para ter uma performance, um ritual
ou uma celebração com status de celebridade. Em vez disso, a Igreja deveria
ser um lugar onde, de acordo com Atos 2:
- As pessoas desenvolvessem relacionamentos reais que durassem não apenas até o fim do culto na Igreja, mas sim, todos os dias da semana;
- As pessoas vivessem juntas, deliciando-se com o que elas têm em comum em Cristo;
- Os santos entendessem, que cada membro do Corpo de Cristo tivesse igual importância, em vez de criarem um nível exclusivo de supercristãos de elite na liderança, que não se misturam com as pessoas normais;
- As pessoas fossem ensinadas e preparadas, e não apenas recebessem uma pregação;
- As pessoas vivessem as realidades do dia a dia umas com as outras... As atividades divertidas e as refeições em conjunto fossem uma parte vital da comunidade cristã, e a Igreja autêntica vivesse dessa forma e valorizasse essas coisas porque essas coisas constroem relacionamentos;
- O compartilhamento e a doação fossem comuns quando alguém precisasse. E isso deveria ser considerado normal, não incomum;
- A unidade fosse tangível e as pessoas encontrassem alegria na excelência dos santos;
- A unidade e a proximidade fraternal fossem um testemunho aos perdidos de tal forma que, juntamente com a pregação do Evangelho, o Senhor acrescentasse diariamente à Igreja aqueles que serão salvos.
Observe o texto em Atos 2:42-47:
⁴² E perseveravam na
doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.
⁴³ E em toda a alma havia
temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.
⁴⁴ E todos os que criam
estavam juntos, e tinham tudo em comum.
⁴⁵ E vendiam suas
propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister.
⁴⁶ E, perseverando unânimes
todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e
singeleza de coração,
⁴⁷ Louvando a Deus, e caindo
na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles
que se haviam de salvar
Normas Profanas que se Estabeleceram na Cultura da Igreja Atual
Aqui estão listadas apenas
algumas:
- Pessoas estão sendo usadas para construir ministérios e Igrejas, em vez de Igrejas e ministérios serem usados para construir pessoas;
- O status de celebridade entre os líderes da Igreja é considerado uma vantagem para o ministério, em vez de a santidade e a integridade serem a verdadeira vantagem;
- Espera-se que as pessoas sejam voluntárias na Igreja todas as semanas, mas que se protejam e se virem sozinhas no dia a dia;
- A comunidade autêntica é muitas vezes desencorajada se não for organizada pela Igreja local;
- O egoísmo, a disputa por posição e a paranoia correm soltas, mas os santos muitas vezes não estão sendo pastoreados da maneira correta conforme Jesus ensinou.
Nem toda Igreja é assim, é
claro. No entanto, as pessoas estão saindo em massa das Igrejas que vivem assim. Os santos
parecem que estão despertando para o que é verdadeiro e sagrado, e pela
primeira vez em muito tempo, parecem estar perdendo a preocupação com a opinião
das outras pessoas em relação a isso.
Isso significa que, à medida
que os cristãos procuram a Igreja de Atos 2:
- O pequeno tornou-se o novo grande;
- O silêncio é o novo barulho;
- O privado é o novo público;
- Os poucos são os novos muitos;
- A profundidade, a transformação e os frutos são as novas medidas de sucesso, em vez de números, dinheiro e aparências.
A Igreja do Fim dos Tempos
Qual é o papel da Igreja nesses
últimos dias?
Para responder à pergunta
sobre o papel da Igreja nos últimos dias, devemos primeiro determinar se
estamos no que a Bíblia chama de “últimos dias”. Temos um vislumbre das
condições do mundo antes da volta do Senhor em 1 Timóteo 3:1-5; 1 Timóteo
4:1-3; e Mateus 24:3-14.
1 Timóteo 3:1-5
¹ Esta é uma palavra fiel:
se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja.
² Convém, pois, que o bispo
seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto,
hospitaleiro, apto para ensinar;
³ Não dado ao vinho, não
espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não
avarento;
⁴ Que governe bem a sua
própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia
⁵ (Porque, se alguém não
sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus? );
1 Timóteo 3:1-4
¹ Esta é uma palavra fiel:
se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja.
² Convém, pois, que o bispo
seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto,
hospitaleiro, apto para ensinar;
³ Não dado ao vinho, não espancador,
não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento;
⁴ Que governe bem a sua
própria casa, tendo seus
Mateus 24:3-14
³ E, estando assentado no
Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo:
Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim
do mundo?
⁴ E Jesus, respondendo,
disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane;
⁵ Porque muitos virão em meu
nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos.
⁶ E ouvireis de guerras e de
rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo
aconteça, mas ainda não é o fim.
⁷ Porquanto se levantará
nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e
terremotos, em vários lugares.
⁸ Mas todas estas coisas são
o princípio de dores.
⁹ Então vos hão de entregar
para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações
por causa do meu nome.
¹⁰ Nesse tempo muitos serão
escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão.
¹¹ E surgirão muitos falsos
profetas, e enganarão a muitos.
¹² E, por se multiplicar a
iniquidade, o amor de muitos esfriará.
¹³ Mas aquele que perseverar
até ao fim, esse será salvo.
¹⁴ E este evangelho do reino
será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o
fim.
Essas passagens descrevem
tempos de violência e hostilidade crescentes, de acontecimentos catastróficos,
de perseguição à Igreja e de ilegalidade. Isso se parece muito com o que
estamos vivendo nos dias de hoje. A mensagem do Senhor aos seus discípulos
foi de que eles nunca deveriam se esconder, mas sim, continuarem construindo o Seu
reino.
Após Sua morte e
ressurreição, Jesus estabeleceu uma grande comissão (Mateus 28:18-20):
¹⁸ E, chegando-se Jesus,
falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.
¹⁹ Portanto ide, fazei
discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do
Espírito Santo;
²⁰ Ensinando-os a guardar
todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os
dias, até a consumação dos séculos. Amém.
Mas antes de estabelecer
essa grande comissão, Ele lhes deu instruções sobre como viver a fé (Mateus
5:13-16):
¹³ Vós sois o sal da terra;
e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão
para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.
¹⁴ Vós sois a luz do mundo;
não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;
¹⁵ Nem se acende a candeia e
se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na
casa.
¹⁶ Assim resplandeça a vossa
luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a
vosso Pai, que está nos céus.
O sal era um agente
conservante nos tempos antigos. Somos chamados para zelar e conservar as
verdades bíblicas e tudo o que Deus nos confiou. O sal deveria ser
incluído nas ofertas de cereais (Levítico 2:13).
¹³ E todas as tuas ofertas
dos teus alimentos temperarás com sal; e não deixarás faltar à tua oferta de
alimentos o sal da aliança do teu Deus; em todas as tuas ofertas oferecerás
sal.
Jesus disse que o sal não
vale nada quando não tem sabor. E nunca devemos comprometer ou diluir a
mensagem que Deus nos deu para nos conformarmos com a cultura atual ou qualquer
pensamento de qualquer indivíduo, que não esteja de acordo com as normas
divinas.
A Igreja também deve
ser luz. Como dito no versículo, ninguém acende uma vela só para depois escondê-la. Devemos
ser luz à medida que os tempos se tornam cada vez mais sombrios e
malignos. Em outras palavras, a luz foi feita para ser vista. De que
outra forma as pessoas poderiam escapar da escuridão se não vissem a luz? Os
dias em que vivemos exigem que a nossa luz brilhe e que as nossas mensagens e os
nossos corações sejam puros.
³⁰ O fruto do justo é árvore
de vida, e o que ganha almas é sábio. (Provérbios 11:30)
Como intercessores, a nossa
primeira inclinação será sempre para o chamado à oração, mas como crentes também
somos chamados para ser sal e luz, e para cumprir o que Jesus estabeleceu na grande comissão.
Os apóstolos provavelmente
pensaram que a volta do Senhor ocorreria durante suas vidas, mas nunca deixaram
de orar ou de fazer a obra do Senhor. Através das mortes, das perseguições e das prisões, eles permaneceram firmes e confiantes no Senhor. Os frutos do ministério dos apóstolos eram evidentes e a taxa de conversão era elevada. Os apóstolos
não tinham Igreja; por isso, reuniam-se em casas – para orar, ter comunhão,
pregar, ensinar e cuidar dos pobres e das viúvas. Então, antes de haver um
“edifício”, havia a Igreja.
Jesus morreu por nós para
nos tornarmos a Igreja. Ele ama a Igreja. Poderemos chegar a um ponto no
futuro em que isso poderá acontecer. Ou seja: quer estejamos num edifício ou numa
casa, o objetivo da Igreja é enviar as pessoas para pregar, e não para ficar de braços cruzados sem fazer nada. Tomemos como exemplo os apóstolos: tudo
o que Jesus lhes ensinou é o que devemos fazer. Tomem como exemplo Efésios
4:11-16.
¹¹ E ele mesmo deu uns para
apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para
pastores e doutores,
¹² Querendo o
aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo
de Cristo;
¹³ Até que todos cheguemos à
unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida
da estatura completa de Cristo,
¹⁴ Para que não sejamos mais
meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano
dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente.
¹⁵ Antes, seguindo a verdade
em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,
¹⁶ Do qual todo o corpo, bem
ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de
cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.
A Igreja também serve para
construir relacionamentos e formar uma comunidade saudável. Os discípulos
se reuniam em casas, mas nunca estavam sozinhos. Eles se reuniam
frequentemente para orar, estudar e ministrar às necessidades ao seu
redor. Precisamos uns dos outros.
Então, O Que a Igreja Deve Fazer nos Últimos Dias?
A Bíblia nos mostra, que
aqueles que praticam o mal continuarão praticando o mal e que as trevas se
tornarão mais densas, mas somos chamados para deixar a nossa luz brilhar para
que outros possam ver. Somos chamados para ser um povo de esperança diante
da desesperança. Sem esperança, como seriamos diferentes daqueles que não
conhecem os ensinamentos de Jesus Cristo? Veja Habacuque 3:17-19:
¹⁷ Porque ainda que a
figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto
da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da
malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado;
¹⁸ Todavia eu me alegrarei
no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação.
¹⁹ O Senhor Deus é a minha
força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas
alturas. (Para o cantor-mor sobre os meus instrumentos de corda).
Caso questionássemos a
diversos fiéis: “Qual a função da Igreja?” Possivelmente obteríamos uma ampla
gama de respostas; tais como:
- A congregação está aqui para glorificar a Deus;
- A congregação está aqui para confortar os indivíduos e proporcionar esperança;
- A congregação está aqui para promover a justiça social;
- A congregação está aqui para disseminar o evangelho aos desorientados;
- A congregação está aqui para ser um guia na comunidade;
- A congregação está aqui para defender causas dignas;
Isso tudo está corretíssimo.
No entanto, o que as Escrituras Sagradas expressam? O Senhor Jesus revela na
grande comissão (missão) o que Ele almejava para a Igreja. Observemos novamente Mateus
28:18-20:
¹⁸ E, chegando-se Jesus,
falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.
¹⁹ Portanto ide, fazei
discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do
Espírito Santo;
²⁰ Ensinando-os a guardar
todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os
dias, até a consumação dos séculos. Amém.
Esse é um dos derradeiros
momentos do Senhor Jesus Cristo com seus seguidores antes de Sua ascensão. Aqui
encontramos de maneira clara o projeto de Deus para a sua Igreja. Nesse trecho,
identificamos a razão primordial pela qual a Igreja deveria se empenhar.
Existem aqui quatro verbos significativos: vão, façam discípulos, batizem e
ensinem.
Numerosas Igrejas têm
incorrido no equívoco de supor que sua função se limita a evangelizar,
interpretando que a grande comissão (missão) estabelecida por Cristo se resume apenas a isso. Evangelizar é essencial e relevante, mas dentro da grande comissão é uma parte de um conjunto. Ir e compartilhar as boas novas faz parte do propósito da
Igreja, mas não cumpre totalmente o seu papel. Quantas Igrejas estão evangelizando
os seus membros e se esquecendo de nutri-los com a verdade?
O Mestre Jesus expõe nesse
trecho o seu projeto e o plano para a sua Igreja. Esse projeto tem um objetivo
que é realizado através de três subobjetivos. Fazer discípulos é o grande projeto
de Jesus; evangelizar, batizar e ensinar complementam o conceito de fazer
discípulos.
Fazer discípulos que sejam verdadeiros adeptos dEle, e que busquem em sua existência se parecerem com Ele. (Romanos
8:29,30):
²⁹ Porque os que dantes
conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a
fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.
³⁰ E aos que predestinou a
estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que
justificou a estes também glorificou.
Foi isso que o Mestre
realizou em seu ofício aqui na terra. Ele chegou ao mundo, se relacionou com as pessoas, conduziu-as para um compromisso com Deus e as instruiu. Esse processo que
Ele realizou com os seus discípulos, a partir daquele instante, deveria ser
replicado na vida das outras pessoas por meio dos seus seguidores.
Portanto, nossa existência
aqui na terra deveria espelhar esse propósito divino. Nossas Igrejas deveriam
avaliar suas práticas e questionar como podemos cumprir essa grande comissão que nos
foi dada. Acredito que o Mestre Jesus deixou em seu ministério, registrado nas
páginas dos Evangelhos, várias diretrizes e exemplos práticos de como podemos e
devemos cumprir essa tarefa ordenada por Ele à sua Igreja.

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