![]() |
| Vladimir Putin |
Arma chamada Poseidon combina torpedo e drone submarino e preocupa especialistas internacionais.
Esse foi o teste mais recente de uma série de demonstrações
de poder nuclear feitas por Moscou nas últimas semanas. No dia 21 de outubro, a
Rússia fez testes com o míssil de cruzeiro Burevestnik, e posteriormente
conduziu exercícios militares com armamento nuclear estratégico.
Batizado com o nome do deus grego dos mares, o Poseidon foi
projetado para ser lançado de submarinos e capaz de devastar áreas costeiras. É
estimado que o torpedo tenha 20 metros de comprimento, tenha aproximadamente
100 toneladas e alcance de até 10 mil quilômetros. Ele pode carregar uma ogiva
nuclear de dois megatons, equivalente à força de 133 bombas atômicas como a
lançada sobre Hiroshima, em 1945.
O Poseidon é alimentado por um reator nuclear resfriado a
metal líquido, um tipo de tecnologia que facilita operações mais longas em
profundidades oceânicas. De acordo com especialistas em controle de armas, o
torpedo vai além dos parâmetros tradicionais de tratados nucleares, o que torna
seu desenvolvimento motivo de preocupação internacional.
“Pela primeira vez, conseguimos não apenas lançá-lo com um
motor de partida a partir de um submarino lançador, mas também ativar a unidade
de energia nuclear, com a qual o dispositivo operou por um determinado período
de tempo”, afirmou Putin.
O presidente russo ainda afirma que “não há nada igual a
isso” e que não há formas de interceptar o torpedo. Ele também comparou o poder
do Poseidon ao do míssil intercontinental Sarmat, conhecido como “Satan II”, e
disse que ambos são respostas à expansão da Otan para o leste e à saída dos
Estados Unidos do Tratado Antimísseis de 1972.
Analistas interpretam os testes do Poseidon e do Burevestnik
como um recado político diante das pressões internacionais e do impasse na
guerra da Ucrânia.
Em reação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
criticou a iniciativa russa e declarou que Putin “deveria encerrar a guerra na
Ucrânia em vez de testar mísseis movidos a energia nuclear”.
Na quarta-feira (29), Trump ordenou a retomada de testes de
armas nucleares pelos EUA. Em resposta, Moscou afirmou que se os EUA avançarem
com a medida, a Rússia fará o mesmo.
