23 setembro, 2023

A Presença e a Influência de Demônios, Poderes e Principados em nossa Era de Apostasia



No livro “A Falácia Espírita", uma análise profunda da Teosofia Luciferiana, do espiritismo e da espiritualidade da nova era competindo com cristianismo em toda a civilização ocidental, o tradicionalista francês René Guenon explicou como as teorias de William James (1842-1910), o pai da psicologia americana, são exemplos de satanismo inconsciente.

Guenon apontou duas razões:

Em primeiro lugar, a teoria de William James da "experiência religiosa" como manifestação do subconsciente pelo qual o homem se comunica com o divino "por dentro" está a apenas um passo de "tolerar as práticas do espiritismo" (contato com espíritos) com a consequência adicional de conferir aos maus espíritos um "caráter eminentemente religioso".

Em segundo lugar, a noção de que o subconsciente coloca o homem em contato com a Substância Divina "por dentro" coloca Deus...


“... nos estados inferiores do ser, “no inferno”, no sentido literal desta expressão. Esta é então uma doutrina propriamente “infernal”, uma inversão da ordem universal, que é precisamente o que chamamos de “satanismo”. Mas como isso claramente não é intencional, e como aqueles que avançam ou aceitam tais teorias não levam em conta a sua enormidade, trata-se apenas de um satanismo inconsciente.” (Págs. 258-259).


Baseando-se em teorias satanicamente orientadas por William James, o renomado psiquiatra Carl Jung (1875-1961), um homem fortemente demonizado, ensinou que a psique (alma) consiste em dois sistemas principais: um inconsciente pessoal e uma camada mais profunda e significativa, que ele chamou de inconsciente coletivo; o inconsciente coletivo, que Jung identificou como arquétipos. Para Jung, os arquétipos eram inatos, inconscientes e universais.

O sistema de Jung incorpora a teoria materialista da evolução de Darwin, juntamente com as concepções espirituais da evolução, reencarnação, concepções gnósticas da Substância Divina, magia hermética egípcia antiga, e várias outras doutrinas ocultas e tecnologias psicoespirituais de todo o mundo.

Jung mergulhou profundamente no ocultismo. Praticava necromancia e mantinha contato diário com espíritos familiares que chamava de arquétipos por acreditar, que eram manifestações de poderes inatos ao seu inconsciente coletivo.

A maior parte da visão psicológica de Jung foi adquirida de seus espíritos familiares, particularmente Filemom e Basílides.

Filemom apareceu para Jung em um corpo humanoide com asas e a cabeça de um touro com chifres. No início, Jung pensou que seus familiares espirituais eram manifestações de sua própria psique, mas no final de sua vida ele percebeu com horror, que Filemom, Basílides e muitas outras entidades espirituais, que eram uma característica comum de sua vida, eram, na verdade, seres hostis altamente inteligentes e independentes da consciência humana.


Falando de Filemom, Jung disse:

"Filemom representava uma força que não era eu mesmo... Conversei com ele, e ele disse coisas que eu não tinha pensado conscientemente. Pois observei claramente, que era ele quem falava, não eu... Psicologicamente, Filemom representava uma visão superior. Ele era uma figura misteriosa para mim. Às vezes ele me parecia bastante real, como se fosse uma personalidade viva. Fui andando para cima e para baixo do jardim com ele, e para mim ele era o que os índios chamam de guru." (Memórias, Sonhos, Reflexões, Carl Jung, p. 183, PsicoHeresia: O Legado de C.G. Jung para a Igreja, Ministérios de Conscientização da Psicoheresia).


Jung usa o nome Abraxas para descrever o pleroma gnóstico impessoal (ou seja, Substância Divina Única, Espírito do Mundo, Brahman, Vazio) a partir do qual a mente e, em seguida, outros poderes mentais supostamente evoluíram. A palavra Abraxas é encontrada em textos gnósticos esotéricos, como o Livro Sagrado do Grande Espírito Invisível e nos Papiros Mágicos Gregos.


A Grande Obra

Em 1916, Jung recebeu revelações de seus espíritos familiares demoníacos durante a escrita automática (quando um espírito maligno usa uma mão humana para escrever) de um tratado gnóstico chamado "Os Sete Sermões aos Mortos". Este texto descreve Abraxas como um deus superior ao Deus vivo, pessoal, uno e combina todos os opostos em um "ser".

Na tradição oculta, a combinação de todos os opostos é a Grande Obra. A Grande Obra é reconhecida por tradições ocultas em todo o mundo, tanto antigas quanto modernas. O demonicamente revelado Sete Sermões aos Mortos é o texto que foi rotulado como um texto central em psicologia profunda.


Alquimia e Oroboros

Subjacente à psicologia transpessoal e profunda gnóstica derivada do demônio de Jung está a tecnologia milenar da alquimia e seu significado mágico: o antigo Princípio Hermético Egípcio da correlação da Substância Divina (Abraxas) com a mente do homem, " o que está acima é como o que está abaixo".

O princípio hermético é simbolizado pelo Oroboros. No pensamento teosófico luciferiano moderno, por exemplo, o Oroboros "acima" (Lúcifer/Abraxas) corresponde a muitos planos e subplanos astrais diferentes, que compreendem as habitações de todas as entidades sobrenaturais,


"... o local dos deuses e demônios, o vazio onde habitam as formas de pensamento, a região habitada por espíritos do ar e outros elementos, e os vários céus e infernos com suas hostes angelicais e demoníacas... Com a ajuda de procedimentos rituais, pessoas treinadas acreditam que podem 'subir nos planos' e experimentar essas regiões com plena consciência." (Além do Corpo: O Duplo Humano e os Planos Astrais, Benjamin Walker, 1974, Págs.. 117-118).


Gênesis 3:5 - Você Pode Ser Como os Deuses

Como um poderoso símbolo oculto, o Oroboros é o poder fervente, criativo e/ou impulso evolutivo ou energia da serpente (Satanás) figurativamente representada como uma serpente ou dragão comendo sua própria cauda.

O corpo da serpente é representado como a Substância Divina, Vazio ou Abismo. Assim, o corpo da serpente com suas supostas múltiplas dimensões e poder de serpente vivificante não apenas alimenta o espírito do mundo ou Abraxas (inconsciente coletivo com seus arquétipos), mas alcança a psique, ou como dizia William James, o "subconsciente" e como dizia Carl Jung, o "inconsciente pessoal", mexendo com a imaginação e conferindo poderes psíquicos e divindade, ou seja: você pode ser como Deus.

O apóstolo Paulo não fala das Substâncias Divinas e dos deuses e demônios, que supostamente habitam ali em seus respectivos céus e infernos, nem do inconsciente coletivo com seus arquétipos. Paulo fala dos anjos caídos, dos seres hostis, das hostes espirituais da maldade (Ef. 6:12) e de seu chefe, o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência (Ef. 2:2).

De acordo com Paulo, anjos caídos e demônios estão dispersos em uma grande multidão por toda a extensão do céu (primeiro céu) que é visível para nós.

Muitos estudiosos dizem que o primeiro céu é onde habita a hoste de anjos caídos e outros espíritos malignos lançados do terceiro céu, que seria onde encontra-se a morada sobrenatural de Deus, Cristo, os santos anjos e os santos). Isso significa que o Abraxas de Jung (inconsciente coletivo com seus arquétipos) seria a extensão do céu debaixo dos céus, que supostamente conecta a mente e o corpo da serpente à mente do homem.

Através dessa conexão, o espírito do homem supostamente ascende sobre os planos astrais, “caminho oculto da vida" ou “caminho mágico ocidental" (evolução espiritual),  através da prática ritual de tecnologias psicoespirituais, ou seja, meditação mindfulness, transe eletrônico, curso alfa, método Silva, canalização, transe iogue, êxtase musical, etc.) para alcançar status divino e ganhar poderes psíquicos.

Como se pode perceber, o apóstolo Paulo nos alertou, que não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. (Ef. 6:12).

Os psicólogos contemporâneos influenciados pelas teorias derivadas do demônio de Jung insistem que o que eles chamam de experiências paranormais (ou seja, comunicações do tabuleiro Ouija, vozes falando na mente, aparições aterrorizantes) são alucinações. Por acreditarem que a consciência do homem de alguma forma se origina dentro do cérebro (uma concepção materialista que rejeita a alma, os anjos, os demônios), as alucinações devem ser causadas pelos poderes da imaginação humana ou representações de interação entre os hemisférios esquerdo e direito do cérebro e/ou pela liberação terapêutica de repressões inconscientes, ainda que seja verdade que essas alucinações possam ter origem na mente humana.


Psicologia, Parapsicologia e Engenharia das Massas

Em "Instituto Tavistock: Engenharia Social das Massas", o jornalista investigativo Daniel Estulin escreve, que as dimensões religiosas e místicas da história de Tavistock são centrais para o estudo dos interesses do governo dos EUA no pós-guerra sobre como a psicologia e a parapsicologia poderiam beneficiar as agências de inteligência:


"Foi Tavistock e a cabala de cientistas os primeiros a trazer os usos potenciais de habilidades paranormais em aplicações militares, assim como os primeiros no desenvolvimento de substâncias químicas, que estimulariam habilidades psíquicas. Essa cabala incluía homens como o Dr. Sidney Gottlieb, chefe da equipe de serviços técnicos da CIA, com conexões sombrias tanto com a Operação Paperclip por um lado, como com o assassinato de Kennedy,  por outro.".

Como explica Peter Levenda em Forças Sinistras, “...rodopiando em torno dos pés e das mãos do assassinato de Kennedy havia uma névoa pegajosa de sectários, bispos errantes, inteligência americana e cientistas nazistas. Todos estavam a um ou dois apertos de mão do suposto assassino de JFK, Lee Harvey Oswald. Eles estavam todos conversando com espíritos, praticando magia ritual, de mãos dadas ao redor da mesa de sessões espíritas ou sacrificando galinhas nos apartamentos de Nova Orleans. E, em alguns casos, eram também membros da elite dominante da América, as famílias mais ricas e mais bem relacionadas do país.”.

"A CIA e os cultos satânicos; a mitologia do final do século XX é surpreendentemente coerente, embora as máscaras mudem de caso para caso, de vítima para suposta vítima. A CIA, claro, existe; seus programas de controle mental, do Blue Bird ao Artichoke e ao MK-ULTRA, são de registro público. A sua história de assassinatos políticos e de derrubada de vários governos estrangeiros também é uma questão de registo. Os cultos satânicos, ou talvez devêssemos qualificar isso e dizer “sociedades secretas ocultas”, também existem e são uma questão de registo público; suas tentativas de contatar espíritos superiores através de rituais arcanos também são bem documentadas e conhecidas.”. 


Psiquiatras e Psicólogos Afirmando a Existência de Espíritos Malignos

Hoje, há um número crescente de psicólogos e psiquiatras que agora rejeitam explicações materialistas. Eles afirmam francamente suas crenças na existência de espíritos malignos e sua capacidade de oprimir e possuir seres humanos.

Apesar do ceticismo esmagador entre os seus colegas, há um número crescente de psicólogos e psiquiatras - antigos céticos quanto à existência de inteligências não físicas independentes - que agora afirmam francamente a sua crença na realidade dos espíritos malignos. Em seu clássico Canalização, Jon Klimo refere-se ao psiquiatra Ralph B. Allison, que diz:

"Passei a acreditar na possibilidade de possessão espiritual... por espíritos demoníacos de reinos satânicos, e essa é uma área, que não me importo de discutir ou fazer parte - é uma possibilidade teórica.” (América, o novo aprendiz de feiticeiro: a ascensão do xamanismo da nova era, pág 161).

Em seus livros best-sellers "The Road Less Traveled" e "People of the Lie", Morgan Scott Peck narra sua odisseia desde a vaga identificação do misticismo budista e islâmico até um assentimento intelectual de "Deus" e "Satanás". Peck se refere a dois casos específicos de exorcismo que o convenceram da realidade da possessão demoníaca.


Declarando que "conheceu pessoalmente Satanás cara a cara", Peck explicou:

“Quando o demoníaco finalmente falou claramente em um caso, apareceu no rosto do paciente uma expressão que só poderia ser descrita como satânica. Foi um sorriso incrivelmente desdenhoso de total malevolência hostil. Passei muitas horas diante de um espelho tentando imitá-lo, sem o menor sucesso. Só vi essa expressão mais uma vez na vida - por alguns segundos fugazes no rosto do outro paciente, no final do período de avaliação. Contudo, quando o demoníaco finalmente se revelou no exorcismo deste outro paciente, foi com uma expressão ainda mais medonha. O paciente de repente parecia uma cobra se contorcendo de grande força, tentando cruelmente morder os membros da equipe.”. (People of the lie, pág. 197).


Mediante o exposto, a podridão demoníaca dentro das classes dominantes, das agências de inteligência, de certas megaigrejas, etc., está rapidamente se infiltrando em igrejas cristãs sem discernimento. O resultado de nossa era de apostasia é a rápida disseminação de ensinamentos demoníacos, ideologias anticristãs, relatos de origem evolutiva anticriação, tecnologias psicoespirituais satânicas, opressão e possessão. O fio condutor dessa escuridão espiritual, que se espalha, é a mente do mesmo anjo caído que tentou Adão e Eva no jardim do Éden com as palavras: "Sereis como Deuses" (Gn 3:5).



18 setembro, 2023

Anjos


O mundo terrestre como o conhecemos não é nosso verdadeiro lar. 
A queda interrompeu a vida em família, que Deus pretendia para seus filhos humanos. No entanto, a intenção inicial de Deus manteve-se segura, porque Deus havia antecipado essa queda. Em sua previsão, Deus já havia determinado que ele se tornaria um homem em Jesus Cristo para que a humanidade pudesse voltar para casa após a queda (1Pe 1:19-20; compare com Ef 1:4).

Deus não criou um plano com suas rebeliões em mente. Em vez disso, Deus elaborou um plano de redenção focado na humanidade. O escritor de Hebreus explicou isso de forma interessante: "Pois não foi aos anjos que Deus submeteu o mundo vindouro" (Hb 2:5), mas foi a Jesus, que por pouco tempo fora feito inferior aos anjos, coroado de glória e honra por causa do sofrimento da morte, para que pela graça de Deus pudesse provar a morte por todos os humanos. Certamente não são os anjos a quem Ele ajuda, mas ajuda a descendência de Abraão.

Portanto, ele tinha que ser feito como seus irmãos em todos os aspectos para que ele pudesse tornar-se um sumo sacerdote misericordioso e fiel no serviço de Deus, para propiciar os pecados do povo. É incoerente pensar que Deus está menos interessado em nós agora, depois da cruz, do que estava antes, já que a nossa redenção foi realizada na cruz.


O que Deus planejou para nós? Governo eterno com Cristo!

Primeiro, o "céu" estará na terra. É aqui que Apocalipse 21-22 localiza o estado eterno, mas esse fato muitas vezes é ignorado pelos leitores da Bíblia. A vida eterna será vivida em um novo Éden - um paraíso global que cumpre a intenção original de Deus. A presença de Deus e do glorificado rei messiânico, Jesus, estará lá. E também estaremos lá! Mas não de forma passiva...

Como é que teremos essa autoridade para governar? João nos diz: "a todos que o receberam, que creram em seu nome, foram-lhes dado o direito de se tornarem filhos de Deus" (João 1:12). Somos os filhos de Deus que governam as nações. A angelologia do Antigo Testamento deixa claro o significado disso - as nações são atualmente governadas pelos filhos caídos de Deus, que oprimem suas populações (Dt 32:8; Sl 82:1-5). O salmista narra o julgamento de Deus em sua assembleia celestial, onde esses filhos de Deus morrerão como os homens (Sl 82:6-7) - eles serão expulsos e substituídos quando o Altíssimo se levantar e retomar as nações (Sl 82:8). Paulo descreve o destino eterno do crente sob esta luz: julgaremos os anjos (1Co 6:3), linguagem que antecipa a sua remoção e a nossa instalação como senhores de toda a terra com Jesus, que não é apenas o nosso rei, mas o nosso irmão (Hb 2:11-13).

Os membros da família de Deus têm uma missão: ser agentes de Deus na restauração de seu bom governo na terra e na expansão dos membros de sua família. Somos o meio de Deus para impulsionar a grande reversão iniciada em Atos 2, o nascimento da igreja, o corpo de Cristo, até o momento em que o Senhor retorna. Assim como o mal se espalhou como um contágio pela humanidade após o fracasso do primeiro homem no Éden, assim o evangelho se espalha como um antídoto através do mesmo hospedeiro infectado. Somos portadores da verdade sobre o Deus dos deuses, seu amor por todas as nações e seu desejo imutável de habitar com sua família no lar terreno que ele queria desde sua criação.

Agora, veremos o Antigo Testamento e vamos analisá-lo em relação à literatura do período do Segundo Templo, conhecido como "período intertestamentário". Durante os anos entre o fim do Antigo Testamento e o nascimento de Jesus, os judeus estudiosos estavam pensando e escrevendo muito sobre a bíblia deles, o Antigo Testamento. Muito do que eles escreveram influenciou como o povo judeu - escritores do Novo Testamento entre eles - pensou sobre muitas coisas, incluindo anjos.


Terminologia do Antigo Testamento para Hostes Celestiais

Para ilustrar: o rótulo "ser espiritual" nos diz apenas sobre a natureza de um ser particular (não é encarnado), e não o que esse ser faz em seu serviço para Deus, ou seu status particular na burocracia celestial de Deus.

Três tipos de informações, todas relevantes para os termos que consideraremos:

  1. Termos que descrevem a natureza (como são os membros das hostes celestiais)
  2. Termos que descrevem o status (a posição hierárquica dos membros da hostes celestiais em relação a Deus e uns aos outros)
  3. Termos que descrevem a função (o que os membros das hostes celestiais fazem)


1 - Termos que descrevem a natureza
  • “Espírito” (rûaḥ; plural: rûaḥôṯ)
O Antigo Testamento deixa claro que os membros das hostes celestiais de Deus são seres espirituais, entidades que, por natureza, não são incorporadas, pelo menos no sentido de nossa experiência humana em forma de ser físico. Essa natureza espiritual é indicada em várias passagens, mas não poderemos mostrar todas aqui, e nem tudo será pormenorizado, já que seria necessário escrever um livro sobre tudo isso.

A visão que o profeta Miquéias teve de YHHW, o Deus de Israel, diz o seguinte:

¹⁹ Então ele disse: Ouve, pois, a palavra do Senhor: Vi ao Senhor assentado sobre o seu trono, e todo o exército do céu estava junto a ele, à sua mão direita e à sua esquerda.
²⁰ E disse o Senhor: Quem induzirá Acabe, para que suba, e caia em Ramote de Gileade? E um dizia desta maneira e outro de outra.
²¹ Então saiu um espírito, e se apresentou diante do Senhor, e disse: Eu o induzirei. E o Senhor lhe disse: Com quê?
²² E disse ele: Eu sairei, e serei um espírito de mentira na boca de todos os seus profetas. E ele disse: Tu o induzirás, e ainda prevalecerás; sai e faze assim.
²³ Agora, pois, eis que o Senhor pôs o espírito de mentira na boca de todos estes teus profetas, e o Senhor falou o mal contra ti (1Rs 22:19-23).


Há duas observações importantes a fazer nesta passagem. Primeiro, os membros das hostes celestiais são identificados como seres espirituais nesta passagem (v. 21). Em segundo lugar, esse ser espiritual é enviado por Deus para "ser um espírito mentiroso" na boca dos profetas de Acabe (vv. 22-23). Não devemos ler esta passagem como se o seu argumento fosse que Deus deu aos profetas de Acabe algum tipo de ansiedade emocional interna ou confusão psicológica - como se Deus estivesse perturbando os seus espíritos individuais, as suas mentes e pensamentos.

Embora (rûaḥ) certamente possa ser usado para descrever o intelecto e o estado emocional de uma pessoa (por exemplo, Ml 2:16; Sl 32:2; Pv 15:13), 1 Reis 22:19-23 identifica claramente o espírito mentiroso como um membro de “todo o exército do céu”, que aguarda instruções de seu Rei. Este espírito assumiu o controle das mentes dos profetas de Acabe, ou influenciou-os a falarem de maneira unânime e enganosa ao rei iníquo. A cena da sala do trono divino em (1Rs 22:19-23) é, portanto, útil para considerar outros casos em que (rûaḥ) pode apontar para uma entidade não encarnada.

Em cada descrição bíblica em que um "espírito" (rûaḥ) é enviado por Deus, esse espírito afeta um indivíduo ou grupo de forma adversa. Mas, seriam essas descrições melhor entendidas como Deus de alguma forma afetando o estado interno da mente dos indivíduos em vista, ou enviando uma entidade não incorporada para afetar o comportamento deles? Pode-se facilmente concluir, com base no uso de (rûaḥ) para descrever os pensamentos, sentimentos e decisões de uma pessoa, que esta última perspectiva faz sentido. No entanto, à luz de 1 Reis 22:19-23, que usa linguagem bastante semelhante à encontrada nessas passagens, é pelo menos possível, que espíritos divinos não encarnados a serviço de YHWH estejam em vista.

Uma ambiguidade potencial é produzida pelo fato de que a palavra hebraica (rûaḥ) também pode significar "vento". Essa possibilidade semântica produz incerteza quanto à interpretação do Salmo 104:4.


¹ Bendize, ó minha alma, ao SENHOR! SENHOR Deus meu, tu és magnificentíssimo; estás vestido de glória e de majestade.
² Ele se cobre de luz como de um vestido, estende os céus como uma cortina.
³ Põe nas águas as vigas das suas câmaras; faz das nuvens o seu carro, anda sobre as asas do vento (rûaḥ)
⁴ Faz dos seus anjos (malʾakim) espíritos (rûaḥ), dos seus ministros um fogo flamejante. (Salmos 104:1-4)
 
²⁰ Bendizei ao Senhor, vocês, seus anjos poderosos, que guardais os seus mandamentos, obedecendo à voz da sua palavra.
²¹ Bendizei ao Senhor, todos os seus exércitos, vós ministros seus, que executais o seu beneplácito (Salmos 103:20,21).


A observação a fazer aqui é que os anjos também são referidos como "ministros" (v. 21). A palavra hebraica assim traduzida é idêntica àquela que ocorre no Salmo 104 ("seus ministros um fogo flamejante", v. 4).

Os anjos no Salmos 103:20 também são chamados de "poderosos" que obedecem os mandamentos de Deus, obedecendo à sua voz. "Poderosos" (gibborim) é um termo usado para guerreiros humanos em toda a bíblia hebraica. Os anjos são descritos como homens e como uma hoste guerreira no Antigo Testamento. Além disso, outros estudiosos apontaram que outra descrição no Salmo 104:4, que diz que Deus fez de seus ministros "um fogo flamejante" (ʾeš lahaṭ), é vocabulário usado para descrever servos divinos em antigos textos do Oriente Próximo. Por exemplo, dois mensageiros de Yam que são enviados para uma reunião do deus cananeu El, o deus supremo de Ugarit, são chamados de "duas chamas".

  • “Seres Celestiais” (šamayim)
A palavra hebraica (šamayim) ocorre mais de quatrocentas vezes na bíblia hebraica. Em quase todos os casos significa "o céu visível", o espaço acima da terra (Gn1:8; Dt 4:32; 33:26) ou o reino espiritual além ou acima do céu visível em que Deus habita (Sl 115:3; Is 66:1). Em algumas passagens, (šamayim) descreve os membros da hoste sobrenatural de Deus e deve ser traduzido (embora muitas vezes não seja) como "celestiais". Esse uso não deveria causar surpresa, pois faz todo o sentido que os membros das hostes do céu sejam chamados de "celestiais". O Salmo 89:5-7 é um caso em questão: esta passagem fala claramente sobre as hostes celestiais como um conselho ou assembleia a serviço de YHWH, o Deus de Israel. Esse conselho divino tem muitos "santos" como seus membros constituintes. No versículo 5, esses santos são colocados em estrutura paralela a (šamayim). Os santos são "celestiais".


⁵ E os céus (šamayim) louvarão as tuas maravilhas, ó Senhor, a tua fidelidade também na congregação dos santos.
⁶ Pois quem no céu se pode igualar ao Senhor? Quem entre os filhos dos poderosos pode ser semelhante ao Senhor?
⁷ Deus é muito formidável na assembleia dos santos, e para ser reverenciado por todos os que o cercam. (Salmos 89:5-7).


Jó 15:15 é outro exemplo onde (šamayim) deve ser entendido como seres espirituais:


¹⁵ Eis que ele não confia nos seus santos, e nem os céus são puros aos seus olhos (Jó 15:15).


Enquanto a impureza dos "céus" poderia ser abstraída para significar que o mundo espiritual, que Deus habita foi manchado de alguma forma pelos santos, o paralelismo hebraico deixa claro que "os celestiais" não são puros aos olhos de Deus. O significado aparente é que os seres celestiais dos exércitos dos céus ou conselho de Deus são imperfeitos e, portanto, Deus não pode confiar completamente neles. Isso é razoável, dada a presença da rebelião divina no enredo bíblico (Gn 3; 6:1 - 4; Sl 82).

  • “Estrelas” (kōḵeḇı̂m)
Sendo que os membros das hostes celestiais de Deus são referidos como "celestiais", não deveria surpreender que eles também sejam chamados de "estrelas" (kōḵeḇı̂m).

Talvez a passagem mais conhecida a esse respeito seja Jó 38:7, onde Deus pergunta a Jó:


⁷ Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam? (Jó 38:7).


A expressão "filhos de Deus" é um termo para os membros divinos da família divina de Deus. Os filhos celestiais de Deus, que assistiram à criação da Terra são descritos como "estrelas da manhã".

Em Isaías 14:13, a arrogância do rei da Babilônia é comparada à de um rebelde que procurou substituir o Deus do céu: “Subirei ao céu; acima das estrelas de Deus e colocarei meu trono no alto".


¹³ E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. (Isaías 14:13).


  • “Santos” (qedōšı̂m)
A designação "santos" não denota alguma qualidade de perfeição. Deus realmente acusa sua hoste celestial de "erro" em (Jó 4:17-18).


¹⁷ Seria porventura o homem mais justo do que Deus? Seria porventura o homem mais puro do que o seu Criador?
¹⁸ Eis que ele não confia nos seus servos e aos seus anjos atribui loucura; (Jó 4:17,18).


Não são infalíveis. Os "santos" devem, portanto, ser entendidos da mesma maneira que a "santidade" terrena de pessoas, lugares e objetos. A natureza da santidade tem a ver com a proximidade e a associação com a presença de Deus.

  • “Deuses”/“Seres Divinos” (ʾelōhı̂m)
Os escritores bíblicos referem-se aos membros da hoste celestial de Deus como deuses, seres divinos menores em seu conselho ou assembleia celestial.

O Salmo 89:5-7 descreve um conselho ou assembleia de “santos” e “celestiais” sob a autoridade de YHWH, o Deus de Israel. Este concílio é explicitamente colocado "nos céus" (v. 6; ḇaššaḥaq), eliminando a interpretação comum de que os filhos de Deus no conselho divino de YHWH são seres humanos ou juízes israelitas.

Quando vemos a palavra "Deus", instintivamente atribuímos um conjunto único de atributos (por exemplo, onipresença, onipotência, soberania). Mas essa presunção é incorreta e desvia nosso pensamento quando nos deparamos com casos em que (ʾelōhı̂m) se destina a descrever um grupo de seres em vez do Deus único da Bíblia.

  • Demônios (hebraico: shedim; Dt 32:17)
  • O falecido Samuel (1Sm 28:13)

O fato de que os escritores bíblicos rotularam uma série de entidades como deuses (ʾelōhı̂m), que eles em outros lugares se esforçaram para distinguir como menores do que YHWH, explica bastante a respeito.

Cada membro do mundo espiritual pode ser pensado como (ʾelōhı̂m), uma vez que o termo nos diz onde uma entidade pertence em termos de sua natureza. O reino espiritual tem classificação e hierarquia: YHWH é o Altíssimo. Os escritores bíblicos distinguem YHWH de outros (ʾelōhı̂m) por meio de outros descritores exclusivamente atribuídos a Ele, não por meio da única palavra (ʾelōhı̂m).


2 - Termos que descrevem o status

Os Salmos 82 e 89 referem-se ambos explicitamente aos membros das hostes celestiais de Deus, que compõem um conselho ou assembleia sob a autoridade suprema de Deus. Uma série de termos no Antigo Testamento descrevem esta burocracia celestial.

Muitos acadêmicos apontaram que existe uma hierarquia discernível dentro do conselho divino. Todos os membros do conselho, incluindo YHWH, são seres espirituais celestiais (rûḥôṯ; šamayim; ʾelōhı̂m). Textos da antiga Canaã, particularmente Ugarit, e os termos “filhos de Deus” (benê [ha]ʾelōhı̂m/ʾēlı̂m) e “anjo” (malʾāk), permitem discernir três níveis dentro desse conselho.

O termo "príncipe" (sar) também é relevante para a hierarquia. Nem todos os membros das hostes celestiais ostentam esse título. Os "príncipes" do reino sobrenatural devem ser identificados com os "filhos de Deus" atribuídos às nações do mundo no julgamento divino pelo Altíssimo (Dt 32:8-9). Estes são os “príncipes” das nações que se opõem a YHWH e ao seu povo (Dn 10:13,20).

O termo "príncipes-chefes" obviamente sugere autoridade hierárquica. Miguel, o "príncipe" de Israel (Dn 10:21; 12:1) é um dos "príncipes chefes" (Dan 10:13).

Quais são eles, dentre todos os deuses das terras, que livraram a sua terra da minha mão, para que o Senhor livrasse a Jerusalém da minha mão? (2Reis 18:35) =  Quais dentre todos os deuses destes países livraram a sua terra das minhas mãos, para que o Senhor livrasse a Jerusalém das minhas mãos? (Isaías 36:20).

Discussões detalhadas sobre as evidências da estrutura hierárquica dentro do conselho divino podem ser encontradas em outros lugares. "Filhos de Deus" é uma linguagem familiar. "Anjo" é a tradução do hebraico (malʾak) = (mensageiro). Essas linguagens são intencionais. A linguagem de filiação no contexto da ideologia real transmitia a noção de administração de alto escalão. Os filhos do rei não eram meros mensageiros; eles superavam os mensageiros.

Os filhos do rei tinham um nível de autoridade de elite; eram extensões da autoridade real, e esse status era adjudicado pelo próprio rei. O governo do rei incluiria centenas, até milhares de indivíduos, mas a autoridade era escalonada. Os familiares (imediatos e ampliados) tinham alta classificação. A hierarquia do concílio divino é ilustrada pela terminologia funcional para os membros da hoste celestial de Deus.


3 - Termos que descrevem a função 

Há diversas palavras hebraicas que denotam o que os membros das hostes celestiais fazem, ou que fornecem um perfil de atividade para esses seres. Devem ser entendidas como uma espécie de descrições de cargos ou atributos relacionados a alguma atividade ou tarefa que esses seres realizam.

  • Anjo” (malʾāk; plural: malʾāḵı̂m)
Como observado acima, a palavra hebraica (malʾak) significa “mensageiro”. O significado de “mensageiro” para o hebraico (malʾak) é bastante aparente nas passagens onde mensageiros humanos são enviados para entregar uma mensagem (Gn 32:3,7; Dt 2:26; Ne 6:3; 2Sm 11:19) - (profetas: Ag 1: 13; 2Cr 36:15; sacerdotes: Ml 2:7). Seres espirituais sobrenaturais enviados por Deus são a referência mais frequente do termo. A tradução "anjo", que na verdade é extraída do grego no Novo Testamento (angelos) serve para distinguir os mensageiros sobrenaturais dos humanos.

É interessante notar que os mensageiros angélicos são às vezes explicitamente descritos como "homens" no Antigo Testamento. A forma humana pode mais ou menos ser assumida em outras passagens, pois parece necessário que um ser humano seja capaz de compreender que os seres divinos estejam presentes, por exemplo (Gn 28:12; 32:1). Há exceções a este modelo (Gn 21,17; 22,11), e por isso não se pode dizer que a forma humana era necessária para a interação angélica com as pessoas. A forma humana para o próprio Deus também é comum no Antigo Testamento.

Sendo assim, o termo "anjo", é basicamente uma descrição do trabalho de um ser espiritual da hoste celestial de Deus enviado por Deus para entregar ou receber uma mensagem.

  • “Ministro”
O Salmo 103:20-21 refere-se especificamente aos anjos e depois acrescenta: “Bendizei ao Senhor, todos os seus exércitos, seus ministros, que fazem a sua vontade!”. O Salmo 104:4 nos diz que Deus “faz dos seus anjos (malʾakim) ventos, e dos seus ministros como chama de fogo”.

  • “Vigilantes”
No Antigo Testamento (Dan 4:13, 17, 23):


¹³ Estava vendo isso nas visões da minha cabeça, estando eu na minha cama; e eis que um vigia, um santo, descia do céu, 
¹⁷ Esta sentença é por decreto dos vigias, e esta ordem por mandado dos santos, a fim de que conheçam os viventes que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer, e até ao mais humilde dos homens constitui sobre ele. 
²³ E quanto ao que viu o rei, um vigia, um santo, que descia do céu, e dizia: Cortai a árvore, e destruí-a, mas o tronco com as suas raízes deixai na terra, e atada com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo; e seja molhado do orvalho do céu, e a sua porção seja com os animais do campo, até que passem sobre ele sete tempos; 


Pesquisas mais recentes levam à conclusão de que o termo tem uma conexão com o material acadiano, especificamente, o sobrenatural (apkallu), as figuras centrais na história babilônica, que é o pano de fundo específico para o infame episódio em Gênesis 6:1-4.

Como demonstram as pesquisas de alguns acadêmicos, a literatura judaica do Segundo Templo, particularmente "1 Enoque" e o "Livro dos Gigantes", baseia-se em material mesopotâmico para recontar os eventos associados ao dilúvio.

  • “Hostes”
É melhor considerar esse termo hebraico como um grupo, uma vez que, aparentemente, pertence ao mesmo serviço funcional prestado a YHWH: servir em seu exército celestial. Uma vez que os seres espirituais a serviço de Deus são chamados de "estrelas", não é de se admirar quando são coletivamente chamados de "hostes celestiais" ou "exército dos céus" (Jr 33:22 ; Ne 9:6; Dn 4:35).

  • "Mediador"
Em Jó 33:23, Eliú, um dos “miseráveis consoladores”, pois em sua teologia o sofrimento é uma correção divina, o repreende da seguinte forma:

"Havendo, porém, um anjo ao seu lado, como mediador entre mil, que diga ao homem o que é certo a seu respeito"

  • “Querubins” (keruḇı̂m) e “Serafins” (śerāp̱ı̂m)
Pode parecer estranho encontrar essas duas palavras, amplamente conhecidas, juntas nessa seção focada nos termos funcionais dos seres celestiais. Na verdade, ambos os termos hebraicos descrevem a mesma função: tutela da presença de Deus.

Serafim e Querubim pertencem às chamadas figuras híbridas. Isso significa que eles combinam atributos de vários animais e de humanos. Encontramos esses seres no antigo Oriente Próximo, especialmente em contextos necessários para representar o poder e prevenir o mal.

Para alguns acadêmicos, os Serafins e Querubins seriam vistos como uma bênção (proteção) por aqueles acolhidos no espaço sagrado, que guardavam, mas como um terror para aqueles indesejados.

Esses termos poderiam ser considerados como descrevendo a natureza dos seres celestiais, uma vez que Serafins e Querubins são criaturas divinas. Diz-se que ambos têm asas, embora o número varie (Ex 25:20; 37:9; Is 6:2). Às vezes, são atribuídos aos querubins, quatro faces e partes do corpo humano e de animais (Ezequiel 1;10).

Serafim é a forma plural de (śārāp̱), uma palavra hebraica também traduzida como "serpente" (Nm 21:6-8; Isa14:29). Essas descrições são refletidas na iconografia do período bíblico. Nenhum dos dois termos são qualificados com o termo (anjo - malʾāk), e por isso é incorreto pensar em Serafins e Querubins como anjos.

Outros acadêmicos sugerem que os Querubins são colocados na fronteira entre o sagrado e o profano, para proteger o santo da contaminação. Proteger a santidade da presença de Deus é obviamente um papel funcional. Embora esse significado seja eliciado a partir de material acádio comparativo, é a literatura egípcia que nos informa que os Serafins desempenham a mesma função.

É comum que os intérpretes conjecturem, que o lema por trás dos Serafins é o verbo (śārap̱), que significa "queimar". Como pesquisas recentes sugerem, isso é apenas parte do quadro. É mais provável que o termo Serafim derive do substantivo hebraico (śārap̱) = serpente, que por sua vez é extraído das terminologias e concepções dos guardiões do trono egípcio. Como demonstram pesquisas recentes, a serpente egípcia Uraeus, se encaixa em todos os elementos dos sobrenaturais Serafins, que assistem à santa presença de YHWH em Isaías 6.

Essa espécie de serpente relevante cospe veneno que "queima"; pode expandir suas largas flanges de pele para ambos os lados de seus corpos - consideradas "asas" na antiguidade - quando ameaçadas, e são (obviamente) serpentinas. Alguns acadêmicos observam que a natureza protetora da serpente Uraeus é a seguinte: "Uma função da Uraeus é proteger o Faraó e os objetos sagrados cuspindo fogo sobre seus inimigos.".

Conclusão:

Como dito no início, devido às complexidades de todos esses termos e suas respectivas concatenações, não é possível pormenorizar ou explicar de forma mais palatável toda essa base de seres e suas funções, que foram revelados nas escrituras, sem que pelo menos seja escrito um livro. E sendo assim, dou-me por satisfeito em contribuir com esta bem sucinta resenha sobre esse polêmico tema em minha primeira postagem nesse blog.







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